Consultar CPF de pessoa física com segurança e dentro da LGPD
Passo a passo para consultar CPF no Puxa Dados: declaração de relação legítima, homônimos, 20 fontes públicas, sinais de risco e o que a LGPD exige de você.
Por Fernando MormonPublicado em Atualizado em 10 min de leitura
O que aparece quando você consulta um CPF no Puxa Dados?
A consulta de CPF no Puxa Dados reúne o que as fontes públicas dizem sobre uma pessoa física: listas de sanções nacionais e internacionais, a lista de pessoas politicamente expostas, a dívida ativa da União e do FGTS, as empresas em que a pessoa é sócia e os processos encontrados pelo nome. Tudo isso sai num relatório com score de 0 a 100.
Cada achado vem com a fonte e o nível de confiança do cruzamento. O relatório não diz se você deve aprovar ou recusar alguém. Ele mostra o que foi encontrado, de onde veio e com que segurança dá para atribuir aquilo à pessoa consultada.
Se você ainda não conhece o painel, comece pelo guia de primeiros passos. Para empresas, o caminho é parecido e está em puxar CNPJ. Se você só quer puxar os dados de uma pessoa agora, vá direto pra puxar CPF.
Quando a LGPD permite consultar o CPF de alguém?
A LGPD permite tratar dados pessoais quando existe uma base legal, e o artigo 7º da lei lista as hipóteses. Para consulta de CPF em contexto comercial, as bases mais comuns são a proteção do crédito, o legítimo interesse, a execução de contrato ou de procedimentos preliminares a ele e o exercício regular de direitos.
Na prática, você precisa ter uma relação real com a pessoa: um cliente pedindo crédito, um candidato a inquilino, um prestador que vai entrar na sua casa ou na sua empresa, a contraparte de um negócio. Curiosidade não é base legal. Os termos de uso do Puxa Dados proíbem investigar pessoas fora dessas situações, montar dossiês para vigiar alguém e revender dados.
O texto completo da lei está no Planalto. Vale ler o artigo 7º antes de definir o processo de cadastro da sua empresa.
Como consultar um CPF passo a passo?
Consultar um CPF no Puxa Dados leva quatro passos e cabe numa tela só, a de "Consultar", no endereço /app. Você precisa de uma conta com e-mail confirmado. Sem a confirmação, o formulário fica desabilitado e o painel mostra o aviso "Confirme seu e-mail", com o botão "Reenviar link".
Passo 1: crie a conta e confirme o e-mail
Crie a conta em /cadastro com e-mail ou com Google. O link de confirmação chega por e-mail e vale 48 horas. Ao confirmar, a tela mostra "E-mail confirmado" e o botão "Fazer a primeira consulta".
Passo 2: escolha a pílula "CPF"
O formulário tem quatro pílulas: "CPF", "CNPJ", "Nome" e "Razão social". A pílula "CPF" já vem marcada. Se você digitar 14 números com ela marcada, o formulário entende que é um CNPJ e troca de pílula sozinho.
Passo 3: digite o CPF e marque a declaração
Digite os 11 números no campo "Digite o CPF". O formulário confere os dígitos verificadores antes de enviar. Se algum número estiver errado, aparece "Esse CPF não fecha: os dois últimos dígitos não conferem."
Depois marque a caixa "Declaro uma relação legítima com a pessoa consultada." Sem ela, a consulta não sai, e a tela avisa "Marque a declaração para consultar."
Passo 4: clique em "Consultar" e espere o relatório
Clique na seta ao lado do campo. A emissão pode levar até 45 segundos, porque o sistema passa o CPF por todas as fontes antes de montar o relatório. Quando termina, você vai direto para a página do relatório.
Dois erros podem aparecer nesse passo. "Este CPF não está na nossa base de identidade." significa que o número não foi localizado. "Base indisponível no momento. Tente de novo em alguns minutos." indica que a base de identidade está fora do ar naquele instante.
Como o Puxa Dados lida com homônimos?
O Puxa Dados trata homônimos com dois níveis de confiança. Quando a fonte traz o CPF mascarado, o sistema compara os dígitos visíveis com o CPF consultado e confere o nome. Esse cruzamento tem confiança alta e soma pontos. Quando a fonte só traz o nome, o cruzamento tem confiança média.
Muitas bases públicas escondem parte do CPF. Os dados abertos da Receita, por exemplo, mostram só os dígitos do meio. Por isso o Puxa Dados usa a combinação de dígitos visíveis com o nome: duas pessoas com o mesmo nome dificilmente têm os mesmos seis dígitos centrais.
Os achados de confiança média não somam pontos no score. Eles vão para o bloco "Para conferir, sem pontos", com a frase "Possível correspondência por nome". Cabe a você olhar cada um e decidir se é a mesma pessoa.
| Tipo de cruzamento | Confiança | Soma pontos? |
|---|---|---|
| CPF mascarado e nome conferem | Alta | Sim |
| Só o nome, em lista sem documento | Média | Não, vai para "Para conferir" |
| Vazamentos de credenciais | Média | Sim, +10 |
| Processo criminal pelo nome | Média | Sim, +20 |
As duas últimas linhas são exceções. Vazamentos e processos criminais somam pontos mesmo com confiança média, e o relatório deixa isso visível em cada sinal.
O nome da pessoa vem sozinho de uma base de identidade a partir do CPF. Você não digita o nome. Se você só tem o nome e não tem o CPF, use a busca por nome, explicada em como encontrar CNPJ ou pessoa pelo nome.
Quais sinais de risco entram no score de um CPF?
O score de um CPF soma pontos por sinais encontrados nas fontes, com teto por categoria e máximo de 100. A faixa baixa vai de 0 a 30, a média de 31 a 60 e a alta de 61 a 100. Um sinal crítico leva o relatório direto para a faixa alta.
| Sinal | Pontos |
|---|---|
| Sanção em lista crítica, vigente | +30, crítico |
| Pessoa politicamente exposta | +15 |
| CPF cancelado, nulo ou com óbito | 0, crítico |
| CPF suspenso ou pendente | +25 |
| Empresas com problema cadastral | +10 |
| Entrada em 3 ou mais empresas em 12 meses | +10 |
| Sócia de empresa em lista restritiva | +15 |
| Vazamentos de credenciais | +10 |
| Processo criminal pelo nome | +20 |
| 3 ou mais processos trabalhistas como ré em 12 meses | +10 |
Dívida ativa, acordo de leniência, expulsão da administração federal, sanções do Banco Central, autos do IBAMA e ANP usam os mesmos pesos da consulta de CNPJ. A explicação completa de cada peso está em como ler o score de risco.
A lista de PEP merece atenção à parte. Ser pessoa politicamente exposta não é irregularidade. A marcação pede mais cuidado no cadastro, como explica o guia sobre pessoa politicamente exposta.
O que muda entre a versão grátis e o relatório completo?
A versão grátis do relatório de CPF mostra o cabeçalho com o selo "Pessoa física", o CPF mascarado, o nome e a faixa de risco em intervalo, como "31 a 60". O número exato do score, os sinais e os detalhes ficam bloqueados até você liberar o relatório.
Na versão grátis aparecem três cartões com cadeado e apenas contagens: "Score e sinais de risco", "Listas restritivas e PEP" e "Participações em empresas". Também aparecem as fontes consultadas e o registro de emissão. O painel "Ver o relatório completo" explica as formas de liberar: R$ 9,90 naquele relatório, 1 crédito ou um plano mensal. O botão é "Liberar relatório".
O conteúdo já está emitido quando você vê a versão grátis. Ao liberar, você só ganha acesso ao que foi apurado naquele momento. Os preços de cada opção estão na página de preços.
O que o relatório completo de CPF traz, seção por seção?
O relatório completo de CPF segue uma ordem fixa: resumo, sinais de risco, dados cadastrais, situação do CPF, dívida ativa, vazamentos, processos, participações em empresas, fontes e registro. O resumo de CPF é sempre automático, montado a partir dos sinais. Ele nunca passa por inteligência artificial.
- Sinais de risco: a tabela de sinais com fonte, pontos e confiança, seguida do bloco "Para conferir, sem pontos".
- Dados cadastrais: aparece quando a base de identidade traz dados da pessoa, como a situação do CPF e eventual registro de óbito.
- Dívida ativa: inscrições na base da PGFN, com total e valor em cobrança. O guia de dívida ativa da União explica como ler esses números.
- Vazamentos de credenciais: mostra se o CPF aparece em vazamentos de uma base interna. Sem achados, a frase é "Nenhum vazamento associado a este CPF nas bases consultadas."
- Processos judiciais: vêm com o aviso "Busca por nome, pode haver homônimos". O DJEN só busca pelo nome da parte, então confira cada processo antes de atribuí-lo à pessoa.
- Participações em empresas: lista as empresas em que o CPF aparece como sócio, com link para consultar cada CNPJ. O limite é de 60 participações.
Quando não há participação, a frase é "Nenhuma participação societária com este CPF e este nome na base da Receita." A lista de fontes do CPF não inclui os embargos do IBAMA, que só se aplicam à consulta de empresa.
O relatório de CPF também libera o "Agente do relatório", um chat que responde perguntas usando só os dados daquele relatório. Por privacidade, o agente não recebe nome nem CPF.
O que a consulta de CPF não cobre?
A consulta de CPF do Puxa Dados usa fontes públicas e uma base de identidade. Ela não cobre protestos em cartório, cadastros de crédito como os birôs privados, cadastros estaduais e municipais, bens e processos sob segredo de justiça. O PDF do relatório traz essa lista na seção "Cobertura e limitações".
Também não existe página pública de pessoa física no site. A ficha pública só existe para empresas, e mostra apenas dados cadastrais da Receita. Ninguém encontra o relatório de um CPF pelo Google.
Para fechar o processo de cadastro, guarde o PDF do relatório. Ele tem um QR que leva à página de verificação, e o guia sobre verificar a autenticidade do relatório mostra como alguém de fora confere o número e o hash.
Perguntas frequentes
Posso consultar o CPF de qualquer pessoa?
Não. A consulta precisa de uma relação legítima com a pessoa, como crédito, cadastro de cliente, locação ou contratação de prestador. A declaração marcada no formulário fica registrada com data, hora e usuário. Os termos de uso proíbem consultar por curiosidade e contas com uso indevido são bloqueadas.
A pessoa consultada fica sabendo da consulta?
O Puxa Dados não envia aviso à pessoa consultada. Pela LGPD, porém, o titular pode pedir informações sobre o tratamento dos próprios dados, e o registro da consulta guarda quem consultou e a finalidade. Por isso vale consultar só quando a relação comercial justificar.
Por que o relatório de CPF não tem rede de conexões nem janela fiscal?
Essas análises foram desenhadas para empresas. A rede de conexões cruza os sócios de um CNPJ e a janela fiscal estima a chance de a situação cadastral de uma empresa piorar. No CPF, as empresas da pessoa aparecem em "Participações em empresas", com link para consultar cada uma.
O que faço quando o processo encontrado é de um homônimo?
Os processos da consulta de CPF vêm de busca pelo nome da parte, e o relatório avisa que pode haver homônimos. Abra o número do processo no tribunal e compare dados como cidade e data. Se não for a mesma pessoa, desconsidere o achado na sua análise.
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